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Os bancos poderão cobrar juros de até 2,14% ao mês a partir de 2022

Fotos: Reprodução

A época de juros baixos e opções financeiras econômicas parece estar acabando. Em 2021, os juros cobrados ao consumidor, que já eram altos, dispararam. De acordo com as pesquisas de evolução mensal de taxas de juros publicadas pela Associação Nacional de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), as taxas médias cobradas nos crediários do comércio, por exemplo, passaram de 72,7% anuais em janeiro para 80% em novembro. O cheque especial passou de cobrar uma taxa de juros de 127,7% para 140,3%. O destaque é para os juros cobrados pelo cartão de crédito, que passaram de 257,1% no primeiro mês de 2021, para 340,8% em novembro. Esse último dado é preocupante levando em conta o elevado índice de uso deste tipo de financiamento pela população.

O motivo da alta nas taxas tem a ver com uma decisão de política monetária: o aumento da taxa Selic ou taxa básica de juros. Trata-se de um valor de referência estabelecido pelo Banco Central e utilizado pelos bancos e entidades financeiras para a determinação dos juros dos diversos tipos de empréstimos e serviços. Assim, quando a Selic for incrementada, as taxas de juros em geral sobem. No início de 2021, a Selic tinha ficado no seu patamar histórico mais baixo de 2%. Com o sétimo aumento consecutivo do ano, disposto na primeira semana de dezembro, ela passou para 9,25% ao ano, o seu maior valor desde julho de 2017 quando tinha ficado em 10,25%.

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central (BC) para controlar a inflação, mas como funciona? Sendo que influencia em todas as taxas de juros do país, quando ela cai, tomar dinheiro emprestado fica mais barato, estimulando o consumo. Pelo contrário, quando a Selic sobe, os juros cobrados nos empréstimos, financiamentos e cartões de crédito também são incrementados, o que desestimula o consumo e favorece a queda da inflação. É exatamente isso o que o BC está procurando atualmente, levando em conta que o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) fechou 2021 em 10,42%, o maior acumulado desde 2015 segundo o publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

No entanto, para quem estiver na procura por financiamentos em conta, ainda existem alternativas. O empréstimo consignado, mesmo que registrando incrementos nas suas taxas de juros, continua a ser uma das opções mais convenientes do mercado. Na primeira semana de dezembro, o governo anunciou aumentos nos valores cobrados no consignado para pensionistas e aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) voltando para os níveis de antes da pandemia. Assim, a partir de 2022, os bancos que oferecem essa modalidade, e que atualmente oferecem taxas de juros de até 1,8% mensal, poderão cobrar juros de até 2,14% ao mês.

O motivo do consignado do INSS ser tão econômico, é que as parcelas de pagamento são diretamente descontadas da conta do benefício, o que diminui o risco de inadimplência. Por outra parte, nas operações feitas com o cartão de crédito consignado a taxa vai passar de 2,7% para 3,06% mensal.


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