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“Não é gripe, é ômicron”, diz microbiologista

Reprodução/Youtube

Nesta terça-feira (11), em uma live no seu canal no Youtube (assista aqui), o microbiologista Atila Iamarino apresentou dados recentes da pandemia de Covid-19 para demostrar que, no Brasil, muitas infecções causadas pela variante ômicron, provavelmente, são confundidas com a gripe Influenza.

Segundo ele, isso se deve ao fato de que a população vacinada tem vinte vezes menos chances de desenvolver formas graves da Covid-19, caracterizadas por danos severos aos pulmões. No entanto, as mutações da ômicron fazem com que esta variante tenha melhor desempenho no escape das vacinas, infeccionando a região do nariz e da garganta da pessoa vacinada e causando sintomas parecidos com os da gripe.

O argumento do divulgador científico também leva em conta a velocidade de espalhamento da nova variante do coronavírus, que parece superar a do vírus do sarampo. Antes da ômicron, até o último dia de 2021, o planeta ainda não havia registrado um milhão de casos novos de Covid-19 em um só dia. Na primeira semana de 2022, o mundo registrou mais de 12 milhões de casos novos da doença.

Nesta terça-feira (11), segundo o site Our World in Data, foram mais 2,6 milhões – 700 mil apenas nos Estados Unidos. O Brasil não está apartado da realidade global, mas testa menos do que a maioria dos países do mundo. Por isso, não vemos o tamanho do “paredão” da ômicron, resume Atila Iamarino.

Segundo o cientista, constatar o predomínio da ômicron entre as infecções por todo o planeta e no Brasil não significa dizer que os vírus da gripe e do resfriado não estejam em alta circulação no país. Clique aqui para ver a apresentação completa.


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