Giro Ipiaú

Hospital e Clínica São Roque participa de estudo científico de relevância internacional

Equipe que participou do Estudo COPE

É com satisfação que divulgamos os resultados do Ensaio Clínico Randomizado COVID-19 Outpatient Prevention Evaluation (COPE): Hidroxicloroquina vs. Placebo em Pacientes Não Hospitalizados.

Esta pesquisa é fruto de uma cooperação científica entre 56 hospitais e institutos de pesquisas brasileiros distribuídos por todo o país. Esta colaboração permitiu incluir 1372 pacientes no ensaio clínico.

O Hospital e Clínica São Roque (HCSR) celebra e congratula toda a equipe multidisciplinar de pesquisadores, composta por médicos, farmacêutico e enfermeiras.  A dedicação e desempenho deste time viabilizaram levar o nome do HCSR ao nível científico proficiente e internacional, na forma de publicação em revista médica do grupo “The Lancet” (revista destacada como uma das mais importantes na área médica).

A equipe de pesquisadores e colaboradores foi composta por Dr. Ricardo D’Oliveira Vieira, Dr. Daniel Vicente, Dr. Renato D’Oliveira Vieira, Enfermeiras Renata Passos, Joana Castro, Aline Oliveira, e pelo farmacêutico Anselmo Fernando P. Suzart.

Nossa instituição agradece a parceria da Secretaria Municipal de Saúde de Ipiaú no período do estudo, que uniu forças à equipe local, com o apoio do pesquisador Dr. Valnei Pestana e também da pesquisadora Enfª Laryssa Dias (secretária de saúde).

Com empenho, o HCSR teve importância relevante neste estudo, já que foi o 2º centro que mais incluiu pacientes, totalizando 166 pacientes (12% da amostra total).

O estudo COPE está publicado no renomado periódico The Lancet Regional Health – Americas. Para ter acesso a publicação completa, basta clicar aqui 

Resumo do Estudo COPE

Apesar da necessidade de opções terapêuticas específicas para a COVID-19, ainda não há evidências da eficácia de tratamentos específicos no contexto ambulatorial. O estudo teve como objetivo principal investigar se a hidroxicloroquina possui o potencial de prevenir hospitalizações por COVID-19, pelo prazo de 30 dias após início do tratamento.

A pesquisa foi realizada com uma criteriosa metodologia em que 50% dos pacientes foram sorteados para uso de tratamento placebo. Desta forma, foi possível uma comparação das diferenças entre uma substância neutra e sem efeito, com o tratamento com a substância ativa da hidroxicloroquina, tomado por sete dias.

Participaram do estudo os pacientes adultos e com sintomas leves e iniciais de COVID-19, que também apresentavam algum fator de risco para complicação (idosos, hipertensos, diabéticos, dentre outros).

Neste estudo, foi observado que a quantidade de internações por COVID-19 foi similar em ambos os grupos (placebo semelhante a hidroxicloroquina). Além disso, a hidroxicloroquina não resultou em taxas mais altas de eventos adversos graves, incluindo morte súbita, arritmias ventriculares ou retinopatia.

Conclui-se que os achados desta pesquisa não suportam o uso rotineiro de hidroxicloroquina para tratamento de COVID-19 no ambulatório.

Presentes na foto os participantes do Estudo COPE (da esquerda para direta): Enfª Renata Passos, Farmacêutico Anselmo Fernando P. Suzart, Enfª Aline Oliveira, Dr. Daniel Vicente, Dr. Roberto Nascimento Vieira (Diretor Executivo do HCSR), Dr. Ricardo D’Oliveira Vieira, Enfª Joana Casto, Dr. Valnei Pestana, Enfª Laryssa Dias e Dr. Renato D’Oliveira Vieira.


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