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Com Copa do Brasil de peso e regionais importantes, estaduais não são mais obrigatórios

Photo: Unsplash

Atualmente existem duas vertentes no futebol brasileiro. Uma acredita que os campeonatos estaduais e regionais devem simplesmente acabar para que os grandes clubes tenham tempo de se preparar para as competições nacionais e internacionais.

Já a outra vertente mais tradicional e ciente da dura realidade do nosso futebol acredita que a simples eliminação desses campeonatos acabaria sendo um verdadeiro tiro pela culatra, afinal as novas revelações surgem nesses pequenos clubes do interior e alimentam os grandes clubes brasileiros.

Os pequenos clubes nacionais fazem um verdadeiro milagre para não fecharem as portas. Eles se mantêm nessas e outras competições com um orçamento baixíssimo, patrocínios locais e ajuda de torcedores, tendo sempre a esperança de que dias melhores virão ou que um craque seja revelado e vendido para um clube importante da capital.

Eles são a alegria de milhões de pessoas de um sem-número de cidades por todo o território que gostam de futebol e torcem com afinco por seus representantes.

Para um clube de médio ou pequeno porte, conseguir participar de uma fase inicial de uma Copa do Brasil significa o mesmo que estar na final de uma Copa Libertadores para uma grande equipe.

Por essas e outras razões a Copa do Brasil é uma competição tão querida e desejada, com grande espaço inclusive nas casas de apostas já que as zebras correm soltas e as oportunidades de um bom retorno estão sempre presentes.

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Competições nacionais e regionais podem substituir os estaduais

Para os clubes pequenos, a Copa do Brasil oferece um prêmio em dinheiro pela participação e classificação nas fases iniciais que garante a sobrevivência do clube durante todo o ano, além de ter uma visibilidade que essas agremiações nunca tiveram.

Não podemos nos esquecer que em geral um clube pequeno muito raramente tem seus jogos televisionados e na Copa do Brasil dá a oportunidade desse ganho extra. Nesse ponto a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) faz um trabalho importante junto com as federações estaduais apoiando essas competições.

Um outro bom exemplo é a Copa do Nordeste, uma competição de enorme importância para os clubes de toda a região. Chamada carinhosamente de “Lampions League” ela já está na 19ª edição, tendo sido disputada pela primeira vez em 1994.

Por muitas vezes paralisada, em 2013 a CBF assumiu o controle e isso continua até os dias atuais. A Copa do Nordeste hoje tomou outra proporção com patrocinadores fortes e transmissão por vários canais de televisão.

No caso específico da Copa do Brasil ela foi criada exatamente para dar oportunidade aos clubes pequenos de jogar contra as grandes equipes nacionais, assim como ocorre na Espanha com a Copa do Rei e na Copa da Inglaterra.

Neste ano de 2022 a Copa do Brasil iniciou com 80 clubes e nela podemos encontrar representantes das séries A, B, C, D e alguns clubes que nem mesmo disputam o Campeonato Brasileiro.

Hoje, com as alterações feitas no regulamento, a mudança na premiação que se tornou multimilionária e a vaga garantida para a Copa Libertadores fizeram o prestígio dessa competição crescer, tornando-se a segunda competição mais importante do país.

Para que se tenha uma ideia, o vencedor da Copa do Brasil este ano poderá receber na final R$ 60 milhões, se somarmos as fases anteriores o prêmio atingirá praticamente R$ 80 milhões para o campeão.

A Copa do Brasil é a única oportunidade de um clube pequeno ou médio tentar ganhar uma competição nacional e mesmo que passe apenas em uma fase a premiação oferecida pode reforçar consideravelmente seus cofres.

Foi exatamente o que ocorreu com o Criciúma campeão em 1991, o Juventude em 1999 e o Santo André em 2004 que derrotou o Flamengo em pleno Maracanã por 2×0. Será que teremos alguma zebra nos próximos anos?

Com esse palco enorme de uma Copa do Brasil mais profissional e torneios regionais bem pensados, além das divisões inferiores do Campeonato Brasileiro, os clubes pequenos podem ter o apoio financeiro para sobreviver e a vitrine para mostrar seus jogadores, basicamente eliminando a necessidade dos esvaziados estaduais.


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