Giro Ipiaú

Dirigentes dos clubes brasileiros pedem mais dinheiro na MP das apostas esportivas em uma reunião na Fazenda

Foto: SantosFC/Twitter

Na terça-feira passada (11), houve uma reunião no Ministério da Fazenda na qual estiveram presentes os dirigentes dos principais times de futebol de São Paulo e do Rio de Janeiro. No encontro que ocorreu em Brasília, representantes dos clubes sinalizaram o seu desejo por uma maior fatia da arrecadação oriunda da Medida Provisória que regulamenta e tributa as empresas de apostas eletrônicas online. Segundo o ministro Fernando Haddad, a tributação do setor poderá gerar cerca de R$ 15 bilhões por ano à União. Ele pretende enviar essa MP ao Congresso Nacional nas próximas semanas.

            Na reunião, os representantes dos clubes brasileiros demonstraram estar descontentes com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e sua ideia de pleitear o recebimento de parte do dinheiro dos palpites esportivos dos jogos no Brasil. Apesar de ainda não apresentarem uma proposta e apenas terem ouvido a explicação da Fazenda, os clubes afirmaram que a CBF não os representa nessa negociação e que ceder as “suas marcas, seus emblemas, seus hinos, seus símbolos e similares” vale mais do que está na lei.

            Assim, a expectativa é de que até essa terça-feira, 18 de abril, os clubes pensem em uma proposta que os contemple, para não atrasar ainda mais a publicação da MP, que deveria ter ocorrido no mês passado. Vale lembrar que as casas de apostas permanecem atuando de forma legal no país, desde que suas sedes estejam localizadas no exterior do país, e quem quiser aproveitar a sua legalidade ainda pode aproveitar que a especialista Viviane Wirthmann avalia os melhores bónus de casas de apostas para novos usuários e se cadastrar em diversas plataformas para testar a sorte gastando pouco. As operadoras cobrem desde os torneios mais populares no país, como Brasileirão e Libertadores, aos jogos de campeonatos como a Champions League e o Campeonato Espanhol.

Problemas com a CBF

            Durante o encontro do dia 11, os dirigentes do Corinthians, Flamengo, São Paulo, Fluminense e Bahia se mostraram contra a ideia da CBF receber valores pelos jogos entre clubes, já que ela tem direito apenas ao que tange às partidas da seleção brasileira. Eles também não viram com bons olhos a alegação de que a CBF é dona dos campeonatos.

A CBF tinha expressado que queria ter acesso a 20% dos recursos a partir dos 4% que sugere ser repassado da receita total com apostas. Os clubes ainda se mostraram incomodados com o fato da entidade ter dito ser a representante das equipes brasileiras em reuniões passadas com o governo federal.

Mais recentemente, a CBF decidiu cancelar as reuniões previstas com o Ministério da Fazenda para tratar sobre o tema, e o motivo para isso, segundo a entidade, seriam as ‘posições nada produtivas’ sobre as sugestões apresentadas. Apesar de não citar nomes, a CBF fez uma crítica velada aos oito grandes clubes do Rio de Janeiro e São Paulo que divulgaram uma nota pública reclamando sobre não terem sido convidados para o debate da medida provisória.

A confederação ainda lembrou do seu estatuto, afirmando que cabe a ela, “de forma exclusiva, dirigir e controlar o futebol no território brasileiro”. Além disso, ela afirmou que “todas as sugestões solicitadas e apresentadas ao Ministério da Fazenda, não foram para tratar dos interesses de determinados clubes, mas sim para atender as expectativas da sua totalidade, composta de aproximadamente 800 clubes de futebol presentes em todo o país”.

A entidade disse que participou de uma reunião no dia 29 de março e apresentou as sugestões que enviou à Fazenda para times das séries A e B e federações estaduais. De acordo com a CBF, ela estava comprometida a abordar o assunto novamente assim que conseguisse um retorno do governo.