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Depressão: Mal Silencioso – saiba mais com o psicólogo Matheus Oliveira

Hoje, outro problema extremamente grave de saúde pública vive a cegueira do tabu e o resultado disso é o aumento das suas vítimas: a depressão – causa primordial dos suicídios ao redor do mundo. Doenças graves já foram amplamente combatidas quando a sociedade começou a eliminar os estereótipos e destruir os tabus que as cercavam, como o câncer e a AIDS, por exemplo. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia. Essa taxa é superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer.

Esse mal é silencioso, cruel e pode evoluir extremamente rápido se não for combatido. As pessoas fogem do assunto e a diferença entre os casos de suicídio entre homens e mulheres pode ser, muitas vezes, explicado pelo medo ou desconhecimento, pela vergonha de discutir o tema, de admitir a tristeza, de aceitar o tratamento. Para entender como ela funciona, e salvar mais vidas, é preciso apontar os sinais e reforçar que você não é fraco por ter depressão, não é covarde e nem menos homem por se sentir assim.

Você precisa aceitar essa condição e procurar ajuda, assim como faria com qualquer outra doença diagnosticada. A depressão pode se manifestar de várias formas diferentes mas, antes de entrarmos nos sintomas, é preciso entender o que é a doença: esse distúrbio de humor leva à persistente sensação de tristeza e perda de interesse.

Muitas vezes, sua causa está em um desequilíbrio químico do cérebro que pode ser explicada por algum fator traumático ou simplesmente por uma predisposição genética.

Há uma série de evidências que mostram as alterações químicas no cérebro de quem está com depressão, principalmente relacionadas aos neurotransmissores – como a serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina.

Ou seja: a depressão é um quadro clínico que exige tratamento e, na maioria das vezes, exige medicação controlada. Há um distúrbio acontecendo no seu cérebro, um problema grave que está impedindo o seu corpo de funcionar como deveria e, por isso, ele precisa ser tratado.

Os sintomas podem variar e cada pessoa pode manifestar a depressão de uma maneira diferente. Por isso, é importante ficar atendo aos sintomas principais e prestar atenção nas variações de humor e de comportamento!

Veja quais são eles:

Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia; Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas; Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis; Desinteresse, falta de motivação e apatia; Falta de vontade e indecisão; Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio; Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte; A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio; Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom “cinzento” para si, os outros e o seu mundo; Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento; Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido; Perda ou aumento do apetite e do peso; Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo); Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.

Caso tenha algum sintoma destes acima citados, procure ajuda profissional. A depressão é traiçoeira e cruel, ela pode te perseguir em silêncio e consumir sua energia.

A terapia pode ajuda-la (o) a descobrir novas maneiras de lidar com situações desafiadoras, não sofra calada (o), busque ajuda profissional.

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Você não precisa passar por isso sozinho!