
A elevação recente nos preços do gás de cozinha tem gerado preocupação entre agentes do setor e pode afetar a execução do programa federal Gás do Povo, iniciativa que prevê a distribuição gratuita de gás liquefeito de petróleo (GLP) para milhões de brasileiros.
Lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma das principais ações na área energética, o programa atende cerca de 50 milhões de pessoas. No entanto, representantes de distribuidoras e revendedores apontam dificuldades para manter a operação diante do aumento dos custos.
A alta do GLP no país foi impulsionada por tensões internacionais envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que impactaram o mercado global de energia. No Brasil, um leilão realizado pela Petrobras no fim de março registrou valores significativamente acima dos contratos habituais, elevando o preço do produto para entrega em abril.
Embora o governo federal tenha sinalizado a anulação do leilão, o gás já foi adquirido pelas distribuidoras e repassado aos revendedores com custo mais elevado. Segundo entidades do setor, as regras do programa não permitem reajuste no valor cobrado dos beneficiários, o que pressiona as margens de lucro.
De acordo com representantes dos revendedores, o cenário pode levar à saída de participantes do programa, diante da dificuldade de absorver os custos adicionais. A estimativa do governo é de que o Gás do Povo movimente cerca de R$ 5,1 bilhões ao longo deste ano.
Com informações do InfoMoney

