
A advogada Dra. Clareana Costa denunciou uma série de ameaças, intimidações e possível abuso de autoridade durante o exercício profissional no município de Dário Meira, no sudoeste baiano. O caso envolve a defesa de um cliente idoso, pessoa com deficiência, e em situação de vulnerabilidade social.
De acordo com a nota enviada à imprensa, a advogada atuava na tentativa de recuperar um veículo negociado de boa-fé pelo cliente, após o descumprimento de obrigações financeiras por parte do comprador. Durante as diligências, ela identificou que o automóvel estava em posse de uma terceira pessoa com suposta ligação com a Polícia Civil, por meio de cessão administrativa.
Ainda segundo a denúncia, a pessoa envolvida teria se apresentado de forma indevida como delegada de polícia, afirmando exercer funções típicas da autoridade policial. A conduta, conforme relatado pela advogada, pode configurar usurpação de função pública, além de levantar questionamentos sobre a legalidade dos atos praticados.
O relato consta também em um Termo de Declarações registrado na Delegacia, em Jequié, no dia 7 de abril de 2026 , onde a advogada detalha que foi alvo de ofensas, intimidações e ameaças diretas ao tentar resolver a situação de forma legal e conciliatória. Outro ponto destacado pela advogada é a ausência de apoio policial no momento em que a advogada buscou auxílio da Polícia Militar para intervir na situação, o que, segundo ela, agravou ainda mais o cenário.
Diante da gravidade dos fatos, Dra. Clareana Costa informou que formalizou denúncia junto à Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de comunicar a Coordenadoria Regional da Polícia Civil em Jequié e o comando da Polícia Militar em Ipiaú. Ela solicita a apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.
Em nota, Dra. Clariana Costa ressaltou que respeita o papel das forças de segurança pública, mas afirmou que não se calará diante de práticas que violem direitos fundamentais e o livre exercício da advocacia. “A advocacia não pode ser intimidada. Defender direitos não é afronta — é dever constitucional”, destacou. O fato denunciado por Clareana Costa foi acompanhado pela sua estagiária Ayala Santos Tannus.

