
Uma nova fase da Operação Artemis resultou na prisão de 75 criminosos considerados de alta periculosidade, em ações realizadas entre os meses de fevereiro e abril deste ano. A ofensiva foi coordenada pela FICCO/BA, com apoio de forças estaduais e federais da Bahia e de outras regiões do país.
A operação teve como principal objetivo localizar e capturar foragidos da Justiça envolvidos em crimes violentos, muitos deles ligados a facções criminosas com atuação no estado baiano. As ações foram fruto de um trabalho integrado de inteligência, análise de dados e diligências operacionais, o que permitiu ampliar o alcance e a eficiência das investigações.
Segundo informativo da Polícia Federal, as prisões ocorreram em diversos municípios da Bahia, incluindo Salvador, Feira de Santana, Jequié, Ipiaú, além de outras cidades como Camaçari, Vitória da Conquista, Guanambi, Itapetinga, Cruz das Almas, Santo Amaro, Canavieiras, Sento Sé e Alagoinhas.
A operação também teve desdobramentos fora do estado, com capturas realizadas em unidades da federação como São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Ceará e Tocantins, evidenciando a articulação interestadual das forças de segurança.
Segundo as investigações, integrantes de facções criminosas, especialmente lideranças, costumam deixar a Bahia para tentar escapar da ação policial, mas continuam coordenando crimes à distância, como tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e homicídios. Diante disso, foram intensificadas ações específicas para localização desses suspeitos fora do estado.
Outro destaque da operação foi a realização de prisões internacionais. Foragidos da Justiça baiana foram localizados fora do Brasil, principalmente na Bolívia, demonstrando o alcance da cooperação policial internacional.
Os alvos da operação são investigados por crimes graves, como homicídio, latrocínio, roubo qualificado, tráfico de drogas e participação em organizações criminosas. De acordo com as autoridades, cada prisão representa o resultado de investigações robustas, com provas suficientes para embasar decisões judiciais e evitar a continuidade das atividades criminosas.
A FICCO/BA reúne instituições como a Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal da Bahia, além da Secretaria Nacional de Políticas Penais e da Secretaria de Segurança Pública, atuando de forma integrada no enfrentamento ao crime organizado.

